sexta-feira, 24 de junho de 2011

O vento que venta em minha alma não diz à solidão que sinto, espera que por saudade volte a enamorar o vazio no peito que vive a chamar por ti paixão, hoje vivo apaixonado buscando o amor que deixei guardado em ti.

A tua face desenhada nas estrelas me convida noite adentro a rabiscar no céu segredos meus e seus com voz em murmúrios codificados, um segredo de desejos solitários de lembranças de nossos corpos navegando sua nave feminina.

a lua brilha vigiando segredos meus e seus.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A plácida face anônima de um morto.


A plácida face anônima de um morto.
Assim os antigos marinheiros portugueses,
Que temeram, seguindo contudo, o mar grande do Fim,
Viram, afinal, não monstros nem grandes abismos,
Mas praias maravilhosas e estrelas por ver ainda.
O que é que os taipais do mundo escondem nas montras de Deus?
A POESIA ERÓTICA DE DRUMMOND

Amor – pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?

O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.

Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?

Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.

Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Moedas podres em testamento

O silencio diz tudo, a vida diz nada, a lingua articula a gula e a fome do sujeito.
A mulher amada por mim agora está seputultada, as lembranças no porta retrato fazem parte desta divina comédia,seus carinhos e o tempo de menicice vagam na mente a todo instante em vulto santo.
As lagrimas ficaram para traz no recanto da quadra 5 sepulcro 284,onde repousa a grande guereira mulher.
O tempo inconcluso dislacera um testamento vivo de moedas podres,o não pagavel.
A solidão sem filhos caminha contente sem coração rumo a eutanazia de sentimentos.
Feliz e infelizmente, as flores tristes enfeitam os jardins de nossa casa, enfim será o fim de todos nós, mas a que proposito ?, não existe uma palavra mágica,nem formula alguma para o acaso consumado sem amor.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Stella estrela azulada em minha janela

A noite passada te vi bela no quadrante de minha janela, uma luz murmurava no silencio uma sensação de partida, uma viagem para canções eternas, a voz ecoava por toda a galaxia, era Stella estrela cantante de cascura, que por duras pena deixou a cena, desceu do palco, sucumbiu para alto neste imenso universo de paixão.
O colorido de suas pontas iluminadas de um azul celeste, agora brilha nos braços da liberdade, caminha pelo chão de estrelas, uma dalva Stella estrela no infinito cosmo.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

EXISTE VIDA DENTRO DE TI

Cresce uma vida em seu ventre, pulsando cada dia em batidas cadenciadas, respirando, vivendo, respirando o fôlego de vida seu, esperando o raiar daquele dia que será mais feliz, que a vida virá para fora pulsando, sorrindo em braços de mãe

sábado, 31 de julho de 2010

Olhos de mar

Azul cor de estrela
olhos azuis cor do mar
o sol acesso no mar do olhar
A infinitude no alto mar do coração
Olhos de mar, conchas no olhar, ondas de lagrimas vem e vão