Cotidiano
Cenas de violência vão materializando o cotidiano, a televisão é o veiculo que faz chegar em segundos o caos que tomou conta da cidade.
Os centros urbanos estão em chamas queimando de fato, junto com a multidão que foge de medo dos arquétipos invisíveis.
A semiótica vai orquestrando os caminhos intrínsecos em linguagem subliminar, enquanto isso o absurdo debruça sobre o espectro que se esconde nas ondas do terrorismo inconsciente.
O cárcere habita a omissão de todos os pares, os rostos escondem fatos, a segurança segue aflita ao som triste de tiros de festim.
Guerra civil e tragédias percorrem em complexidade sobre a turbulência urbana.
A liberdade anda armada em becos sem saídas, em nome do terror ecoa a multidão de facínoras.
Nesta variedade de signos aflitos perdem-se os paramentos da lógica, nos faculta legislar olho por olho e dente por dente.
O batimento se interrompe nas barreiras que a violência faz em seus surtos inesperados, passando a limpo o fato em noticias de jornal.
Marcelo planchez.
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