quarta-feira, 30 de abril de 2008

Anjos públicos

Heróis de Alcântara

A janela estelar está aberta
O trigrama do fogo situa-se ao sul no céu posterior
A sinfonia da morte é o absurdo
O caos é feito de uma nota só
Os dias findam os destinos de todo saber
A ignição das palavras entrou em desacordo com a verdade
O cogumelo de fumaça cobriu a baia de São Luiz
O mar de constelações desabou sobre os passageiros do sonho
Fragmentos navegam no cosmo sobre a sorte de outra dimensão
O abismo sobre o abismo, evidência de fatos, metais a jato, lágrimas na terra.
Restam agora o legado presente e o futuro em ponto de partida
O espelho consumirá as imagens no vento de sensações
Não sabemos em que estrela iremos morar, tudo é capaz de ruir em segundos.
O sol é testemunha dos jardins de nossa casa
As trevas cobriram a terra com trajes do fim do tempo
Clarins de afeto anunciam um fúnebre silêncio
O lance triunfal não merece apenas condolências.


Marcelo planchez.

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